terça-feira, 26 de julho de 2011

PAIXÃO DO PRESENTE – TEXTO CONTEMPORÂNEO

Gostei de estar com você, brincar de ser feliz mais uma vez. Expulsar por pouco tempo a solidão, grande companheira. Quando estava ao teu lado me sentia refugiada, e acredito sim que a tua proteção era a única coisa, nesse mundo perdido, que me fazia conformada.

Mas a razão colocou tudo a perder, entre ser correta e te ter, decide não mais te procurar. E quando o arrependimento em ti surgiu, o meu orgulho podre não permitiu que a aliança que fizemos viesse restaurar o nosso compromisso e superar os nossos deslizes.

Meus pensamentos ainda são seus, ao dormir, ao acordar, neles você ainda está. Tu és minha tristeza e minha alegria, és contradição, assim como o amor retratado por Camões... “ é fogo que arde sem se ver.”

Sinto que ainda haverá um tempo para nós dois. E se Deus permitir é com você que quero sumir.

E Como canta o J. Quest "quando penso em alguém ( hoje)... é por você que fecho os olhos"


sábado, 23 de julho de 2011

AMOR DO PASSADO – TEXTO ANACRÔNICO


Partir, partir um coração, a relação, a união, o desespero, mas talvez a solução.

Fugir, evitar uma situação que já não dá pra suportar.

Quem parte sofre, mas o sofrer mesmo é de quem fica. Quem fica, fica abandonado, desprezado, e impossibilitado de reverter a situação. Quem vai pode voltar, quem fica permanece a esperar. Quem vai sabe o que deixou, em quê e como deixou. Quem fica vive a imaginar a realidade que o outro vai explorar. Como será lá? Com quem ela está? Será que vai gostar? Quem fica quer que tudo dê errado pra o outro retornar( que egoísmo, não?Mas é assim mesmo, hipocrisia a parte).

É com medo de ver a tua partida que parto. Pois diferente de ti, sou fraca, melancólica e não suportaria com menos dor o nosso distanciamento.

Mas agora o que sei, é que essa dor que sinto, e que talvez tu sentes será o trampolim do fim de nossos tormentos e início de uma nova vida. Ao desaparecer de seu convívio, hoje, assino minha carta de alforria.