sábado, 11 de setembro de 2010

Independência ou morte?


Soldados , cavalos , carros , motos e aeronaves. Homens de rostos pintados, mulheres e homens fardados trajando seriedade e respeito com suas fardas. Cornetas afinadas, fanfarras e bombos a dispor de todo o grupamento. É mais um desfile de sete de setembro.

Comemoram-se todos os anos a independência do Brasil. De que independência estão falando, mesmo? Ainda somos um país emergente com características sociais de país subdesenvolvido. A cada dia que passa os trabalhadores dependem mais dos patrões exploradores. A cada dia que passa o país se submete aos acordos econômicos que beneficia mais os países de primeiro mundo, sobretudo a potencia capitalista que é o EUA.

Independência! Desde quando?

Morte! Até quando?

Morte das esperanças, dos sonhos, das chances dos pobres humildes que usufruem de um péssimo sistema de educação, de saúde, de transporte, de habitação, dentre outras políticas públicas.

Para o dicionário Aurélio, a palavra independência significa um estado de não se achar sob domínio ou influencia estranha. É sinônimo de autonomia. Diz-se de algo que tem caráter de independente. Agora me diga, a realidade conjuntural do Brasil condiz com a frase proclamada pelo Pedrinho? Independência ou morte!!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Circulando pelo interior.







Sem ter nada pra fazer, de bobeira na terrinha, resolvo acompanhar meu irmão até a cidade de Guamaré. Seu Vivald
o, Laíse, Glauco e Riane decidiram ir conosco. Saímos ás 6h e 43min e chegamos em Guamaré ás 8h e 26min.

No caminho, a maior parte da estrada é de barro vermelho batido. Há dois itinerário, um seguindo a BR, passando pela cidade de João Câmara e outro  por dentro, um atalho que existe logo na saída da cidade de São Bento. Fomos pelo atalho. Realizamos uma viagem rápida, prazerosa e rica em conhecimento regional.




A primeira surpresa da viagem foi quando p
assamos por um mata-burro. Até então eu não sabia do que se tratava, só tinha ouvindo falar em tal palavra, nas canções sertanejas, através das vozes da dupla sertaneja Victor e Léo, ao cantarem a música VIDA BOA. Achava que mata-burro era uma casa fechada, tipo um matadouro, para matar burros. Foi aí que me surpreendi ao ver o famoso mata-burro. kkkkkkkkkkk

Na verdade mata-burro é uma armadilha para os animais não ultrapassarem determinada área. É feito de ferros, melhor dizendo é um trilho de ferro que prende a pata do animal que se arrisca a passar sobre ele.

Não gostei do mata-burro, acho muita crueldade com os animais. Se nós humanos, que raciocinamos, vez e outra vamos ao chão por não perceber as armadilhas. Agora imagine um animal irracional. E não venha me falar de instinto, não. Nada justifica tamanha crueldade.Mas, continuemos nossa aventura.


Passamos por várias comunidades rurais, como Pedrinhas, Santa Luzia e Tubibal. Nesses lugares as casa são pequenas e poucas. Creio que existem de 20 a 30 casas. As pessoas são curiosas, humildes, de pouca instrução e bastante hospitaleiras. Fomos convidados a almoçar inúmeras vezes, graças a simpatia de seu Vivaldo que conhecia uma pessoa em cada lugar.



Poeira vai, poeira vem, acabei vendo gado magro, gado gordo, espantalho feito de ossos de vaca para afastar as cobras, evitando que a boiada morra envenenada. Vi também espingarda, galinha, cavalo, açude seco  e muita cancela para abrir. Cancela para quem não sabe é porteira. Vi até rabo de raposa pendurado no teto, colocado para espantar morcego.

Depois de tudo isso chegamos ao local desejado, Guamaré. Guamaré é uma praia organizada, e deveria ser mais pelo crescimento econômico da cidade. A cidade é um polo atrativo de trabalhadores em busca de emprego, devido a refinaria da petrobrás que existe lá. É famosa também pelas grandes festas que a prefeitura promove, com bandas musicais de grande sucesso. Política de pão e circo, entendes? A cidade possui um belo porto, pousadas aconchegantes e um açude.












Essa foi a impressão que tive do lugar.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O direito de ir e vir.

Ao passar pela Avenida Bernardo vieira, próximo ao shopping Midway Mall, presenciei a mais um desrespeito aos direitos humanos. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 13, ficou defendido que:

“ Todo ser humano tem direito a liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.”

Já o artigo 29 diz que “No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática”.

Mas para quem não gosta da declaração universal dos direitos humanos, que tal respeitar a lei maior nacional, a carta magna de nosso país? Na constituição brasileira de 1988, o constituinte estabeleceu em seu artigo 5°, inciso XV que “ é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz”.



Nos dias de domingo, a noite, fica inviável para o pedestre transitar na Bernardo vieira, devido a má utilização da calçada pelos proprietários de veículos que freqüentam a igreja assembléia de Deus, tendo em vista que sua calçada é usada como estacionamento impedindo que as pessoas passem por aquele trecho. Os transeuntes se arriscam e caminham no canto da pista concorrendo o espaço com os carros, correndo o risco de serem atropeladas. Como se pode ver, os direitos dos cidadãos são desrespeitados, jogaram panos frios no seu direito de ir e vir.


domingo, 30 de agosto de 2009

Cadê ela, a concentração?



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Sem concentração. Preciso dela, a concentração. Já faz um bom tempo que ando dispersa. Preciso dela para estudar, viver sem ela não dá. Há textos atrasados, livros não lidos, persistindo a soberana vontade de nada praticar. Os meus dias estão sendo dominados pelo ócio. Nem os compromissos consigo agendar.

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Quando acordo não quero sair da cama, de certa forma vida de bacana. Mas sei que não posso desse luxo gozar. Os prazos estão se esgotando, resultado medíocre é o que me espera. Diante de tantas mazelas, meus problemas são bobos. Não entendo porque tão pouco me esfacela e me impede de sonhar.

-->Ah, se eu tivesse um jaguar, nesse mundo iria rodar. Sem possuir endereço fixo, compromisso e relacionamentos sérios, pra minha cabeça não pirar. Queria também muito dinheiro para um castelo comprar e depois de tantas voltas, iria me isolar. A esse mundo maluco, só iria contemplar.
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Preciso estudar, preciso estudar, tenho que estudar. Tchau, vou estudar...