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Gira, gira, vai e volta.
Tudo acontece, acaba e ressurge com novos personagens e em outras roupagens.
Momentos que se repetem...
Nas idéias, tudo possível.
Na realidade, cara a cara, tudo muda. E a vontade se perde entre sentimentos covardes.
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O corpo implora, sua temperatura torna-se inconstante. Escutam-se sons inexistentes. O olfato descobre cheiros no que antes era inodoro. Sentem-se toques onde não há contato. O sono vai embora. O coração acelera de forma inexplicável, a arritmia cardíaca apavora, mas é o que nos torna vivo.
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Daria parte do que se tem por mais valoroso nesta vida, para saber o que realmente queres. Mas na dúvida, muitas e muitas vezes, o desejado foi evitado. O isolamento foi a única opção para não se entregar. Um ser humano frágil, por não saber lhe dar com seus sentimentos, se desfaz e se refaz dia após dia tentando tirar as alucinações que envolve o amado, do centro dos seus pensamentos. Contudo vejo que não é tarefa fácil apagar nuances construídas cotidianamente em nossas vidas, desde sua maneira de sorrir, de olhar, de sentar e até mesmo perante seu jeito de ficar sem graça diante de minhas ousadias. E no fracasso dessas tentativas inúteis de esquecê-lo, descubro que o senhor tempo acha que ainda não é o momento exato para que o esquecimento entre nesta história.
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Se proteger para quê? Essa situação nos traz angustia, nos corrói e nada servirá de proteção, nem mesmo o afastamento diante de tamanha confusão. De fato, isso é uma verdadeira tortura. Não se é feliz quando se evita a vida. E o que é minha felicidade diante da tua tristeza? Por isso me resignarei altruisticamente para fazer-te feliz. Na verdade, desta vida não espero a felicidade. Não estou aqui como um objeto fim e sim meio, meio para poder servir ao próximo, pronta para devolver o sorriso a alguém que o perdeu antes de minha chegada.
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Porem, antes que tudo chegue ao seu devido fim, postarei aqui em poucas palavras , o que realmente se passa.
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Quando ausente se quer a presença. Quando presente se almeja a permanência, o congelamento do momento, a companhia fanática. Não importa a conversa, todo papo se torna importante. Conversar ainda é possível, é só isso que se permitem... a conversa. Quando se encontram ocorre um travamento feito fechadura velha. E sempre querem estar perto, não precisa ser tão próximos, basta que a visão possa te alcançar para ver-te sorrindo, sério, conversando, calado. Muitas vezes não precisa falar e fazer nada, a inércia ao teu lado é o suficiente para viver do imaginário. Assim penso em nós, em como poderíamos ser felizes. É disso que vivo, da imaginação. Pois é aqui que te pertenço, é aqui que te possuo sem medo. E melhor que passar horas pensando em ti, é sonhar contigo. No sonho, eu e você somos mais reais.
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