Cansada de estudar, resolvi ver um filminho para desopilar. Sou viciada em filmes, sobretudo os épicos, os de comédia romântica, além das séries policiais.Sempre que posso compro alguns, como não tenho tempo de ver todos, vou juntando, juntando e juntando os filmes em minha estante. Até o dia em que eu surto e paro para ver um monte.
O escolhido de hoje foi ALEXANDRIA.
Recomendo a todos. Muito bom este filme. Retrata a burrice humana, no momento em que mostra a destruição da biblioteca da cidade de Alexandria por motivos banais, brigas religiosas e políticas. Mostra-nos a forma bárbara que alguns religiosos queimaram toda cultura escrita de um povo.
Deus não promove a guerra. Como pode um Deus que é ungido de amor, que em diversas passagens de seu legado promoveu o perdão, ser motivo de brigas e destruições? Faz pena. É isso, pena aos que usam o nome de Deus para ser baluarte de coisas ruins.
Outro ponto interessante do filme é o destaque dado a uma mulher, filósofa que por muito tempo ensinou a diversos homens, foi símbolo intelectual de várias gerações. Em uma época em que a mulher era tida como um elemento doméstico, servindo apenas para procriar e saciar os desejos do marido, Hipátia merece todos os holofotes. Tal mulher estudava filosofia e era fascinada pelos astros e movimentos planetários. Infernizaram a sua vida, por ela não se posicionar na política, nem na religião. A filósofa descobriu a elipse solar e nos deixou esse legado. Por muitas vezes foi tachada de bruxa e atéia pelos religiosos.
Hoje é fácil ser uma hipátia, ser autentica e destemida. Nossa sociedade atual nos permite isso, graças ao princípio da isonomia “tratar todos igualmente, respeitando as desigualdades de cada um. É preciso respeitar os desiguais de acordo com suas desigualdades.”
Para finalizar: Adorei o cenário, imagens, efeitos sonoros e o elenco.
Nenhum comentário:
Postar um comentário